sábado, 9 de junho de 2012

Felicidade no trabalho

Certa vez, conversando com uma amiga, ela me contou que sua filha iniciou um curso na faculdade - comunicação, se não me engano - mas não estava satisfeita. Queria mudar, mas não sabia para que. Perguntei o que ela gostava. E a minha amiga disse: "ela gosta de idiomas"  Pensei e falei: porque não fazer letras?  Mas a resposta foi: não, precisa ser algo que renda melhor do que dar aulas.  E aí começa a reflexão... Afinal, onde está o equilíbrio da felicidade? Como dosar o que me dá prazer com o que me dá conforto? Até que ponto estamos dispostos a aturar uma profissão que não nos dá felicidade, só por um salário alto? E será que conseguiremos ser bem-sucedidos fazendo algo que não nos faz feliz? Uma outra amiga, que trabalha na área financeira, certa vez virou para mim e perguntou: como você consegue ser feliz no trabalho?   Ela achava isso totalmente impossível! Mas como ser feliz sem conseguir ser feliz no trabalho, onde passamos uma boa parte da nossa vida? Claro que são vários fatores que nos faz ser feliz no trabalho: clima, liderança, equipe, salário, liberdade... E cada um terá seus fatores próprios, conforme o perfil e o momento. Mas entendo que a escolha da profissão é o primeiro passo. Encontrar a vocação, sentir que seu trabalho contribui para um mundo melhor, perceber que se potencial está sendo aplicado em algo positivo, ter a certeza de que seus principais talentos estão ativos, vivos e produtivos, é um importante passo para encontrar a felicidade no trabalho! Por mais que haja altos e baixos, momentos bons e ruins, tenho certeza de uma coisa: trabalhar com pessoas me faz mover!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ser mãe, um sonho realizado!

Sempre tive o sonho de ser mãe. Era um desejo forte, vontade de ser para alguém, tudo que minha mãe é para mim. Cheguei até a pensar que se não achasse alguém a quem eu amasse, iria partir para uma produção independente. Mas isso não foi preciso! Rs No auge dos meus 27 anos conheci meu atual marido. Quando tem que ser, a coisa flui! E logo estávamos morando juntos. Depois de um tempo, veio o desejo de materializar nosso amor. Como? Com um filho! Fomos numa 2a lua de mel para o Chile. Voltamos grávidos! Emoção com o resultado! Festa! Contamos para família e amigos! Mas logo depois, a tristeza. Com cerca de 8 semanas, o embrião havia parado de crescer. Nossa!  Que sofrimento. Por mais freqüente que isso possa ser, a dor é enorme.  Já estávamos liberados para tentar novamente, mas com receio, ficamos prorrogando.  Até que em meados de maio de 2010, conversando com minha mãe, disse: se engravidasse agora, seria aquariano!  Minha mãe, aquariana, gostou da idéia! Além de ter percebido meu desejo em voltar a tentar engravidar... Me incentivou. Foi bateu, valeu!  No inicio de junho, a desconfiança. Até que, por ter pego peso no trabalho, tive um sangramento. Como chorei! Achei que era um karma meu não poder ter filhos! Mas minha mãe, sempre ao meu lado, disse com sua sabedoria: você nem sabe se estava grávida, quando mais que perdeu. Ligue para a médica! Filha obediente que sou, assim fiz. E lá estava ele, Bernardo, vibrando em meu ventre! Por um tempo tomei um remédio para colar a placenta que havia descolado um pouco devido ao esforço que fiz. Mas tive uma gestação ótima! Suas primeiras vibrações, movimentos, chutes... E depois aquele empurra-empurra, mexe-mexe sem parar... Que sensações inesquecíveis!  Queria ter tido parto de cócoras, como os indígenas. Mas um probleminha no final da gestação, me fez fazer uma cesárea. Bernardo já estava com 40 semanas, eu estava muito pesada... O jeito foi marcar logo e veio meu aquariano! 15 de fevereiro de 2012! Que dia inesquecível! Saiu do calor e do aconchego de meu ventre, para vir para os cuidados de meu braço,  se alimentar da seiva de meu seio (mesmo que tenha sido por pouco tempo), se aninhar no meu colo e se confortar com meus abraços! Bernardo veio e mudou minha vida! Bernardo me olha, e meu dia se ilumina! Bernardo toca no meu rosto, mexe no meu cabelo... E tudo fica colorido! Seu primeiro sorriso, uma festa! Quando conseguiu sentar, outra festa! São tantas vitorias, tantas conquistas vividadas no dia a dia, que é até difícil de contar! Ser mãe é um desafio! Um desafio que me move, que me faz ser melhor a cada dia, um desafio que me faz muito, muito feliz! Se mãe me faz mover!

domingo, 29 de abril de 2012

Semper parata!

Quando era criança, minha mãe, fã de Baden Powell, me colocou num grupo de bandeirantes. Se você achou que foi algo imposto, se enganou! Eu já havia lido um livro - que era de minha mãe- sobre Baden Powell, e tinha adorado! É uma pena que o movimento esteja tão enfraquecido...  O ponto alto do grupo eram os acampamentos. Só fui a 2, porque o grupo acabou depois de um tempo. Mas além de vivenciar os acampamentos, com toda alegria, desafio,  superação, aprendizado e vaga-lumes, também aprendi as leis do escotismo. Dos 10 itens da lei, alguns tem muito a ver com voluntariado:  O Escoteiro está sempre alerta para ajudar o próximo e pratica diariamente uma boa ação. O Escoteiro é alegre e sorri nas dificuldades.  O Escoteiro é econômico e respeita o bem alheio.   Os valores passados no escotismo/ bandeirantismo, ficam para toda a vida! Afinal, ser bandeirante ou escoteiro, vai muito além de estar num grupo. Assim também é com o voluntariado. Lembro de uma oficina de voluntariado que conduzi quando era do Recife Voluntário. O público: aposentados e estudantes! Havia apenas 1 pessoa que trabalhava em empresa. Ela tinha se mudado de SP para Recife e espantada perguntou: cadê as pessoas de empresas?  Disso é possível tirar uma série de reflexões. Mas o que sinto hoje em dia é que não precisamos estar ligados a uma instituição social para ser voluntário, apesar de ainda ser muito importante esse voluntário. Mas ter uma atitude cidadã, estar sempre pronto a ajudar e a contribuir com sua comunidade... Isso é ter uma atitude voluntária!  Semper Parata! Esse é o lema da bandeirante: estar sempre alerta, sempre pronta a ajudar.  Estar semper parata, isso me faz mover!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Recife e a descoberta do voluntariado

Tenho lembrado de uma época em minha vida, quando morava em Recife. Mudei para Recife quando tinha 25 anos. Longe da família, longe dos amigos cariocas, conhecendo novas pessoas, vivendo uma nova cultura. A mudança foi devido a uma oportunidade de trabalho. No início, não foi nada fácil. Mas depois, desenvolvi minha "pernambucanidade" e sair desta cidade tão maravilhosa, foi difícil! Foi lá que vivi uma experiência inesquecível: fui voluntária no Projeto Escola Aberta, atuando como instrutora de informática nos finais de semana. Eu estava meio tristinha, me sentindo sozinha... Foi quando minha amiga, Tati, entrou em cena. Ela era voluntária no Recife Voluntário. Esta ONG estava recrutando voluntários para o tal projeto. Como passava os finais de semana sozinha, topei! Nossa! Foi inesquecível! Era uma comunidade perto de onde eu morava. Tinha que acordar cedo, sábado e domingo! Mas a alegria em facilitar o aprendizado daqueles jovens, sentir que estava contribuindo com a sociedade, saber que ao estarem ali comigo, aqueles jovens estavam menos vulneráveis, isso me motivava! A entrega ao voluntariado foi tanta que acabei dando consultoria ao projeto na revisão da metodologia e acabei também indo trabalhar no Recife Voluntário! Bons tempos... Ser voluntária... Isso me faz mover!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Tudo começou...

Final de semana: que maravilha! Vou para a pracinha com meu filho amado e minha cachorrinha, Cuca. Andamos, pegamos sol, assisto Bernardo - meu filho - no pula-pula, tomamos açaí... Depois, almoço com marido, passeio a tarde em família para livraria, para cafeteria, pizzaria... Enfim! Uma alegria! Até que... acaba o final de semana e se aproxima a segunda-feira! Para mim, nunca foi problema, pois sempre fui feliz no trabalho. Mas, de repente, percebi que, algo tinha mudado. Porque não estou feliz no trabalho? Estou desconectada da minha essência? Afinal, o que me move? O que me faz me sentir motivada, feliz e com vontade de trabalhar? E assim começou uma longa e profunda reflexão... E, seguindo a sugestão de meu marido, com a benção de minha amada mãe, cá estou, no blog, para refletir fazendo algo que adoro: escrevendo! E quem sabe melhor ainda: conversando! Trocando ideias!
Onde vai dar? Sei não... mas o que importa é curtir o caminho!